Excavations 2017


This is a temporary blog for presenting the excavations of 2017 at Perdigões. Posts from 2011 to 2016 are still available.

Sunday, 14 August 2011

00013 - The end, after some days without notice

















In the Chalcolithic sector, we must open more area next year to understand the depositions of human cremations, surrounded by a stone structure that seems to include a sort of a cyst. Ivory idols, beads and arrow heads were de main materials associated to the cremations. But we just define and excavated the topo of these contexts that demonstrate, as pit 4 did last year, the importance of cremations in Perdigões during the 3rd millennium BC.
No sector calcolítico, temos que alargar a área no próximo ano para entender as deposições de cremações humanas circunscritas por uma estrutura de pedra que parece integrar uma espécie de cista. Ídolos de marfim, contas de colar e pontas de seta são os materiais acompanhantes. Mas somente definimos e escavámos os depósitos mais superiores destes contextos, que demonstram a importância, como havia feito a fossa 4 o ano passado, da cremação nos Perdigões durante o 3º milénio AC.
























Excavation of Ditch 6 reached the end, mostly thanks to this couple.
A escavação do Fosso 6 chegou ao fundo, maioritariamente devido ao trabalho deste par.




















Here we can see Ditch 6, the semi circular small ditch by the outside of the latter and the underground circular structure that it cuts. All from Late Neolithic (second half of the 4th millennium BC).
Aqui podemos ver o Fosso 6, a vala semi circular pelo seu exterior e a estrutura subterranean circular que esta vala corta. Tudo do Neolítico Final (2ª metade do 4º milénio AC).




















Circular underground structure cut by the small semi circular ditch.
Estrutura circular subterrânea cortada pela Vala semi circular.


























Inside, concentration of broken pottery in situ (half pots and carenated blows, with stones inside and in one case with a small axe also inside) and deer antlers.
No interior, concentrações de cerâmicas in situ (frequentemente metades de taças carenadas e globulraes, com pedras dentro e num caso um pequeno machado) e de hastes de um veado.




















The team during August.
A equipa durante Agosto.




















Sun rising at Perdigões
Nascer do Sol nos Perdigões.

5 comments:

  1. Como é a grande estrutura circular? É possível que no Porto Torrão tenhamos escavado uma estrutura similar. Era uma grande estrutura circular com cerca de 5m de diâmetro.

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  2. Esta apresenta um tecto muito fechado e é possível que fosse totalmente subterrânea, com uma entrada lateral. Esse tecto foi muito afectado e frgilizado pela surriba, e até se teve que cortar um pouco de um dos lados para se poder esvar em segurança, sendo que se deixou uma parte em corte precisamente para manter parte conservada ainda desse tecto. Não é de excluir a possibilidade de ser um hipogeu, posteriormente reutilizado. Só o saberemos quando a escavarmos na íntegra. Este ano apenas escavámos os primeiros (últimos) depósitos.

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  3. No Porto Torrão escavámos um estrutura com cerca de 5m de diâmetro sem teto, mas cuja escavação, pré-histórica, deixou um pilar no centro. Essa estrutura tinha cerca de 2m de profundidade. O pilar em substrato geológico tinha um pouco menos de altura. A hipótese que coloquei no relatório, é que se trata-se de uma estrutura de habitação. Pois, apenas foi detetado espólio correspondente àquela função.

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  4. Pois, "espólio correspondente àquela função"... Sugiro o texto publicado na Portugália sobre a análise crítica dos ditos fundos de cabana (é um capítulo da sua tese de doutoramento também já publicada) do Víctor Jiménez.
    Como deveria ser difícil viver em "cabanas" que iam ficando cheias até ao tecto de restos de fauna e cerâmicas partidas, frequentemente às metades, e encaixadas umas nas outras. Mas há sempre a possibilidade canónica de dizer que aquilo foi reutilizado como "lixeira". Mas então, a ser assim, como usar os elementos do contexto de reutilização secundária para definir o contexto de utilização primária?
    Isto, para não entrar pelos debates em torno do "lixo" e de outras funcionalidades...
    É um condicionamento da mente altual: quando não sabemos o que é, o primeira pergunta que fazemos é "para que serve?"
    Mas os fundos de cabana continuam de "boa saúde" na Arqueologia Ibérica.

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  5. Não lhe chamei "fundo de cabana", apenas o que a escavação daquela estrutura negativa me deu a sensação. Como um possível local de habitação.
    Costumo colocar as coisas de uma forma simplista.
    Apenas queria transmitir a morfologia daquilo que encontrámos, e apontar uma proposta de funcionalidade. Porque interessa saber para o que serviam as coisas. Pois será assim que "perceberemos" os contextos escavados.
    E também através da discussão de pontos de vista.

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